A SEGUIR: MARNIE

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E eis-me aproveitando este tempo pluvioso para ir consumindo o meu catálogo videográfico. Foi a vez de um Hitchcock hoje, a saber, o Rebecca, filme de 1940. Tem reunidas duas qualidades, antagónicas, dos filmes do mestre Hitchcock. É um filme que privilegia o acento literário e narrativo, de onde deriva, e desta feita, possui muito 'ângulo morto': muitas linhas de diálogo não contribuem para nada a não ser a vaidade galopante de Hitchcock, e a prestação fraca de Joan Fontaine, cerzida numa única linha de submissão, não ajuda em nada. A estória de Daphne Du Maurier tem outro potencial de exploração, uma vincada aresta metafísica, fantasmática, que o filme só o soube percorrer pela metade, entretido que estava com a falta de empatia dos actores para com estes personagens tão emocionais. É daqueles filmes de Hitchcock em que parece ter o seu toque de direcção de actores mais presente, sempre gritando que esgar, que posição quer, que sentimento mostrar, e falha.