SOBRE A MÚSICA DOS SON LUX
by Diogo Almeida
Volátil sedutor nocturno. Contorno disruptivo, essência. Silhuetas virtuais, frágeis. Equilíbrio de camaleão no rancor daquilo que não pode mudar. Halos de sémen. Marchas quasi-lúgubres, luz substituindo-se à alma. Comando cego, floresta violenta, fios esticados e tensos. E, no entanto, fulgor amante, grito contra a tábua da indiferença, rouco texto, sexo-metátese acima do sol. Mistura de alcano e a substância da dúvida. Estar e compreender a deturpação do real. Frequência e soluço de boneca de trapos. Palavras que espessam no contacto com a boca. Recuo, toque infinitesimal repetido com reserva. Nada é possível na emoção do mar e da sílaba. Flor, flechada. Abismo dobrado. Tempo inibido. Rosa em viagem superior à velocidade dos nomes.
