HISTÓRIA DE MARÇO
by Diogo Almeida
Tenho ouvido Miles Davis, aleatoriamente. Quero continuar a ler Fahrenheit 451, mas aquela linguagem galopante não me é, de momento, cativante - muito embora a rapariga que aparece e desaparece entre chamas, sim, me cative. Tenho visto filmes. Foram onze filmes num mês. Se quisesse destacar algum, não conseguiria: todos de grande nível, que eu não tenho tempo para mediocridades. O filme Undine, o novo do sr. Petzold, no entanto, deixou-me com mais pulgas-atrás-da-orelha. É sempre o mesmo filme os que o sr. Petzold faz - aquela coisa do amor inesquecível, trágico sempre, mas não invencível perante o circunstante. Em Undine, temo que fique guardado no infinito do olhar, no lugar onde se morre, tudo confundido. Como gosto.
