O MEU DIA

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Iniciei a leitura de Mistérios de Lisboa do Camilo, só pelo sezão, pelo truque, pelo ultrarromântico; vi The Ascent, filme [muitíssimo bom] de uma tal Larisa Shepitko, à pala de uma iniciativa/mostra de filmes soviéticos que decorre no YouTube todos os fins de semana (na semana passada passaram Idi i Smotri, e se não viram, deviam, como já disse numa alura, enfim, deste blogue). Tentei, já depois de ver o resto da final de snooker do Players Championship no Euro Sport, ver Through The Olive Trees, uma das obras-primas de Kiarostami, mas a minha vibração de onda não estava afinada para ver o filme. Outro dia.

Na sexta-feira o meu cão foi atropelado. No sábado vi o Werckmeister Harmonies, filme do sobrevalorizado [e angustiante sem razão] Béla Tarr. Confesso, o meu nível de worshipfulness já foi incondicional por este realizador. Mas isso são outras histórias. Hoje, parece-me claramente, horrivelmente, levado a ombros de altura a que não pertence.

E os meus dias passam assim, entre bons filmes, literatura, e gastos em clínicas veterinárias.

Kurosawa, ainda nada.

A música salvar-nos-á. Ou o amor platónico pelas mulheres prendadas com bons físicos e bons temperamentos.