G, PARA GRITO
by Diogo Almeida
O silêncio é sempre um movimento que vem do interior descobrir mais interior. O silêncio tem uma nascente repleta de ambiguidade, porque na sua qualidade maligna é a renúncia activa ao encontro, algo que pode ser expresso para além desse tácito e cruel movimento de nada dizer. Mas é só quando o silêncio age profundamente nessa devastação do conhecimento do outro/objecto que se torna compreensível e claro o que deve a alma abdicar de esconder.
